
Nos EUA, mais de 80 universidades são investigadas por ignorar casos graves de Es.t#pr0
Diversas universidades são acusadas de negligenciar denúncias de v!0lência nos EUA.
As denúncias de c0ndu†a inapropriada na Faculdade de Medicina da USP chamam atenção para um problema global.
Só nos EUA, o Departamento de Educação investiga 86 instituições por supostamente ignorarem casos de v!0lência nas dependências universitárias.
A forma como essas denúncias são tratadas tem gerado críticas. Além das investigações federais, a Casa Branca lançou uma campanha de conscientização.
A lista de universidades investigadas — incluindo Harvard e Princeton — só cresce. Em menos de um ano, o número saltou de menos de dez para mais de 50.
Muitos dos relatos lembram os casos recentes da USP. Assim como no Brasil, o aumento das investigações se deve à mobilização de sobreviventes, que levam suas denúncias ao Departamento de Educação dos EUA (OCR).
<bold><link type=”page”><caption>Leia mais: Denúncias na USP expõem omissão de universidades</caption><url href=”http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/11/141120_usp_abusos_universidades_rm.shtml” platform=”highweb”/></link></bold>
Silêncio e retaliações
Relatos apontam que muitas vítimas não recebem apoio e são desencorajadas a denunciar. Mesmo quando denunciam, os casos raramente são investigados a fundo. Os agressores não são punidos, e as vítimas, às vezes, sofrem retaliação.
“As universidades têm obrigação legal e moral de proteger seus estudantes ou expulsar quem compromete essa segurança”, diz a ativista Kerri Kearse. “Em vez disso, muitas abafam a voz dos sobreviventes.”
As investigações se baseiam na lei americana conhecida como Title IX, que proíbe discriminação de gênero nas escolas e universidades e exige apuração de casos de v!0lência.
Em caso de descumprimento, as universidades podem perder financiamento federal.
Campanha nacional
Segundo o governo dos EUA, 1 em cada 5 universitárias passa por algum tipo de v!0lência.
Para mudar esse cenário, a Casa Branca lançou a campanha It’s On Us, com apoio de celebridades e políticos, incluindo Obama e Joe Biden.
“Cabe a todos nós lutar contra a v!0lência nos campi”, disse Obama. A campanha incentiva estudantes a intervirem e denunciarem comportamentos inadequados.
A ação inclui eventos, documentários e oficinas sobre prevenção e intervenção.
Desde 2011, o Departamento de Educação pressiona as universidades por mudanças, reforçando que v!0lência de qualquer tipo é uma forma de discriminação.
Consentimento em pauta
Algumas instituições mudaram suas políticas. Na Califórnia, a lei “Yes Means Yes” exige consentimento claro — verbal ou não — antes de qualquer relação.
A norma destaca que ausência de resistência não é consentimento, e que pessoas sob efeito de álcool ou inconscientes não podem consentir.
Algumas universidades, como Yale, adotaram regras ainda mais rigorosas, classificando como agressão qualquer ato sem “consentimento positivo e específico”.
Em Harvard, as novas normas proíbem “condutas indesejadas”, mas sem exigir consentimento afirmativo. Isso gerou críticas, inclusive de professores de Direito da própria universidade, que alegam desequilíbrio entre proteção às vítimas e aos acusados.
