SUCOEletricidade para Prazer e Dorpor “Tio Abdul”Greenery Press Índice Parte Um: Física Parte Dois: Fisiologia Parte Três: Psicologia Parte Quatro: Revisão Apêndice 1: Medidores elétricos …………………….. 153Apêndice 2: Um olhar avançado sobre corrente …. 165Bibliografia …………………………………………………. 169Outros livros da Greenery Press ……………………. 171 “A eletricidade é neutra. Ela não quer te matar, mas o fará…
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SUCO Eletricidade para Prazer e Dor por “Tio Abdul” Greenery Press
Apêndice 1: Medidores elétricos …………………….. 153 Apêndice 2: Um olhar avançado sobre corrente …. 165 Bibliografia …………………………………………………. 169 Outros livros da Greenery Press ……………………. 171
“A eletricidade é neutra. Ela não quer te matar, mas o fará se você lhe der a chance. A eletricidade quer voltar para casa — e encontrará um caminho rápido para chegar lá — e ela vai.”
“… Qualquer coisa que lhe ofereça uma rota de fuga — ferro, fio, água, carne, gânglios — a levará até onde precisa ir, com a eficiência da gravidade ou o impulso inevitável de um salmão subindo o rio. E ela quer o caminho mais curto — que não é dobrando uma esquina e atravessando um músculo no meio das suas costas, mas ela irá por ali se for preciso.”
+ (sinal de mais): Em corrente elétrica, é o terminal de onde a corrente convencional flui (ver capítulo 2). Em eletricidade estática, representa uma carga positiva — isto é, um átomo que possui um elétron a menos do que deveria ter (ver capítulo 6).
– (sinal de menos): Em corrente elétrica, é o terminal para o qual a corrente convencional flui (ver capítulo 2). Em eletricidade estática, representa uma carga negativa — isto é, um elétron que não está ligado a nenhum átomo (ver capítulo 6).
AC: Abreviação de Alternating Current — Corrente Alternada (ver capítulo 2).
Corrente alternada: Corrente que flui primeiro em uma direção e depois se inverte, repetindo esse movimento continuamente (ver capítulo 2).
Amperímetro (ammeter): Instrumento que mede a intensidade da corrente elétrica (ver capítulo 2 e Apêndice 1).
Ampere: Unidade básica de corrente elétrica. Um ampere equivale ao fluxo de aproximadamente 6 bilhões de bilhões de elétrons passando por um ponto em 1 segundo (ver capítulo 2).
Amp: Abreviação de ampere (ver capítulo 2).
Ânus: A “boca” do reto — ou, em linguagem popular, o cu.
Átomo: Na química, a menor unidade da matéria. É composto de um núcleo central e cercado por elétrons que orbitam ao redor, como planetas em torno do Sol.
Bateria: Dispositivo eletroquímico que produz corrente contínua (direct current).
BDSM: Termo guarda-chuva que engloba B&D (bondage and discipline – amarração e disciplina), D&S (dominance and submission – dominação e submissão) e S/M (sadomasochism – sadomasoquismo).
Bexiga (bladder): Parte do sistema de eliminação de resíduos do corpo — o “saco” que coleta a urina e a conduz para fora através da uretra (ver capítulo 9).
Queima de fusível (blowing a fuse): Quando um determinado nível de corrente passa por um fusível, o metal condutor dentro dele se derrete, interrompendo o fluxo da corrente (ver capítulo 7).
Ressuscitação cardiopulmonar (RCP / CPR): Método de emergência ensinado pela Cruz Vermelha e outras instituições, usado para fornecer respiração assistida e bombear o sangue de vítimas de parada cardíaca (ver capítulo 10). Fornece apenas assistência temporária até que os socorristas médicos possam prestar atendimento adequado ao paciente. É altamente recomendado que qualquer pessoa que pratique jogos elétricos aprenda esse procedimento.
Célula (cell): Unidade básica da matéria viva. Os seres humanos têm bilhões de células (ver capítulo 9).
Disjuntor (circuit breaker): Dispositivo que interrompe o fluxo de corrente elétrica. Pode responder a vários tipos de falhas, mas quase sempre atua quando a corrente se torna excessiva. Diferente do fusível, o disjuntor pode ser rearmado (ver capítulo 7).
Dispositivo de proteção de circuito (circuit protection device): Qualquer dispositivo, como disjuntores ou fusíveis, que interrompe o fluxo de corrente em determinadas condições — normalmente quando há corrente em excesso (ver capítulo 7).
Condutor (conductor): Qualquer material que possua baixa resistência elétrica (ver capítulo 2).
Corrente convencional (conventional current): Corrente que, por convenção, flui do polo positivo (+) para o negativo (–) (ver capítulo 2).
Corrente (current): Fluxo de elétrons, íons ou cargas positivas (ver capítulo 2).
Densidade de corrente (current density): Quantidade de corrente que flui através de uma área específica de um material (ver capítulo 2).
DC: Abreviação de Direct Current — corrente contínua (ver capítulo 2).
Adaptador DC (DC adapter): Dispositivo que converte 120 volts de corrente alternada (AC) de uma tomada doméstica em corrente contínua (DC) de baixa voltagem (ver capítulo 8). É comumente usado para substituir baterias em equipamentos eletrônicos portáteis.
Derme (Dermis): Camada da pele situada abaixo da epiderme (ver capítulo 9). Possui normalmente baixa resistência elétrica, entre 50 e 2.000 ohms.
Diafragma (diaphragm): Músculo localizado na base da cavidade torácica que auxilia na respiração, controlando o movimento dos pulmões (ver capítulo 12).
Máquina de diatermia (Diathermy machine): Equipamento usado no tratamento médico de artrite e dores musculares. Emprega ondas de rádio para produzir um efeito de aquecimento dentro do corpo (ver capítulo 14).
Corrente contínua (direct current): Corrente que flui em apenas uma direção (ver capítulo 2).
Dissociação (disassociation): Processo químico que ocorre quando moléculas são colocadas em água ou outro material, fazendo com que se separem em íons (ver capítulo 11).
Corrente de deslocamento (displacement current): Corrente temporária que existe quando cargas se movem por atração ou repulsão dentro de um material, mas sem fluxo contínuo (ver capítulo 8).
E: Abreviação de voltagem (ver capítulo 2).
Campo elétrico (electric field): Em física, um “campo” é uma região ou volume do espaço onde um fenômeno pode ser medido. Em um campo elétrico, o fenômeno mensurável é a voltagem (ver capítulo 2).
Eletrocussão (electrocution): O que ocorre com um ser humano ou animal quando é submetido a correntes perigosas (ver capítulo 12).
Elétron (electron): A(s) parte(s) de um átomo que orbitam o núcleo. Elétrons podem se libertar de alguns átomos e se tornar cargas negativas livres.
Interferência eletromagnética (electromagnetic interference): Interferência em sinais de rádio e TV causada por transmissores de alta frequência defeituosos, como máquinas de diatermia, sistemas de ignição automotiva ou geradores de faíscas de alta voltagem (ver capítulo 6).
Corrente eletrônica (electron current): Fluxo físico de elétrons (ver capítulo 2). A corrente eletrônica flui na direção oposta à corrente convencional — ou seja, do polo negativo para o positivo.
Epiderme (epidermis): Nome dado à camada mais externa da pele (ver capítulo 9). Apresenta resistência alta, variando de 10.000 a 1.000.000 ohms.
Circuito equivalente (equivalent circuit): Um circuito mais simples que pode substituir outro mais complexo, mantendo os mesmos valores de corrente e voltagem do circuito original (ver capítulo 2).
Corrente de falha (fault current): Corrente que ocorre quando há um curto-circuito ou outra falha em um circuito elétrico ou eletrônico (ver capítulo 7).
Frequência (frequency): Número de ocorrências por unidade de tempo — por exemplo, 1 segundo — em que uma corrente ou voltagem alternada muda de direção, indo de um sentido ao outro e voltando ao inicial (ver capítulo 2).
Fusível (fuse): Dispositivo que interrompe o fluxo de corrente. O fusível “queima” quando a corrente que passa por ele é excessiva. Não pode ser rearmado — precisa ser substituído (ver capítulo 7).
Disjuntor GFI (GFI circuit breaker): Abreviação de Ground Fault Interrupter circuit breaker — disjuntor de interrupção por falha à terra (ver abaixo e capítulo 7).
Terra (ground): Caminho condutor da corrente através do solo. É usado como proteção elétrica (ver capítulo 7).
Fio terra (ground wire): Fio conectado ao sistema de aterramento. Nos Estados Unidos, é normalmente de cor verde (ver capítulo 7).
Interrompedor de Falha à Terra (Ground Fault Interrupter): Tipo de disjuntor que interrompe o fluxo de corrente não apenas quando há excesso de corrente geral, mas também quando há diferença superior a 5 miliamperes (mA) fluindo pelo fio terra. Esses disjuntores podem ser rearmados e testados (ver capítulo 7).
Aterramento (grounding): Ato de conectar um lado de um circuito elétrico ou eletrônico ao solo. Também se aplica à ligação de uma caixa metálica (geralmente sem corrente) ao sistema de terra para garantir segurança elétrica (ver capítulo 7).
Coração (heart): Órgão vital do corpo humano, responsável por bombear o sangue através do sistema circulatório. É extremamente sensível a correntes elétricas internas que possam ocorrer por práticas mal executadas de estimulação elétrica (ver capítulo 9).
Hertz: Unidade básica de medição de frequência (ver capítulo 2).
Camada córnea (horny layer): Outro nome para a camada epidérmica da pele (ver capítulo 9).
Fio “quente” (hot wire): Fio conectado ao lado “ativo” (ungrounded) da linha elétrica de uma companhia. Nos Estados Unidos, esse fio costuma ser preto, ou vermelho se passa por um interruptor (ver capítulo 7).
Hz: Abreviação de Hertz (ver capítulo 2).
I: Abreviação para corrente elétrica (ver capítulo 2).
Isolante (insulator): Qualquer material que possua alta resistência elétrica (ver capítulo 2).
Corrente DC interrompida (interrupted DC): Corrente contínua que é interrompida periodicamente ou de forma aleatória, mas nunca se inverte (ver capítulo 2).
Íon (ion): Um átomo que possui excesso ou deficiência de elétrons.
Transformador de isolamento (isolation transformer): Transformador que isola o circuito secundário do circuito primário. É geralmente usado para separar o aterramento, mas nem sempre (ver capítulo 8).
Escada de Jacó (Jacob’s Ladder): Dispositivo de alta voltagem em corrente alternada (AC) formado por dois bastões metálicos dispostos assim: /. Uma faísca se forma na parte inferior, onde os bastões são mais próximos, e sobe até se extinguir.
Lei de Kirchhoff (Kirchhoff’s Law): Uma das duas leis elétricas fundamentais necessárias para compreender circuitos e práticas elétricas (ver capítulo 2).
Ácido lático (lactic acid): Nome comum para o subproduto metabólico gerado por músculos em atividade. É o responsável pela sensação de “músculos doloridos” (ver capítulo 9). Também conhecido como ácido pirúvico.
Corrente de “soltar” (let-go current): Valor de corrente em que a pessoa não consegue soltar o condutor que está segurando, pois os músculos entram em tétano (ver capítulo 12).
Modelo (model): Uma aproximação de um fenômeno real usada para estudá-lo ou compreendê-lo. Por ser uma simplificação, possui limitações quanto à sua precisão e aplicabilidade.
Molécula (molecule): Combinação de dois ou mais átomos que formam uma substância química.
Membrana mucosa (mucous membrane): Revestimento encontrado dentro do corpo, como no nariz, vagina, ânus, etc. Serve como barreira protetora, impedindo que organismos causadores de doenças penetrem no corpo (ver capítulo 9).
Multímetro (multi meter): Instrumento multiuso que combina as funções de voltímetro, amperímetro e ohmímetro (ver Apêndice 1).
Músculo (muscle): Estrutura composta por células musculares, responsável por mover um membro ou órgão do corpo humano (ver capítulo 9).
Célula muscular (muscle cell): Célula cuja função é contrair-se quando recebe um sinal nervoso ou químico (ver capítulo 9).
Íons negativos (negative ions): Íons que carregam carga elétrica negativa, ou seja, possuem excesso de elétrons.
Nervo (nerve): Cordão contínuo de células nervosas que percorre um caminho específico no corpo e cumpre uma função neural determinada.
Fio neutro (neutral wire): Fio conectado ao lado aterrado da linha de energia de uma companhia elétrica (ver capítulo 7). Nos Estados Unidos, esse fio é geralmente branco.
Lei de Ohm (Ohm’s Law): Uma das duas leis elétricas fundamentais para compreender circuitos e práticas elétricas (ver capítulo 2). Frequentemente expressa pela fórmula E = I × R (voltagem = corrente × resistência).
Ohmímetro (ohmmeter): Instrumento que mede resistência elétrica (ver capítulo 2 e Apêndice 1).
Ohm: Unidade de resistência elétrica (ver capítulo 2).
Abrir um circuito (opening a circuit): Ato de interromper o fluxo de corrente em um circuito elétrico ou eletrônico, quebrando fisicamente o condutor. É exatamente o que faz um fusível ou disjuntor (ver capítulo 7).
Marcapasso (pacemaker): Conjunto de células nervosas cuja função é regular os batimentos cardíacos (ver capítulo 10). O termo também se aplica ao dispositivo eletrônico implantado em pacientes com problemas cardíacos. Esses dispositivos podem ser afetados por práticas elétricas (ver capítulo 10).
Física (physics): Estudo dos fenômenos físicos, como eletricidade, mecânica, energia nuclear, entre outros (ver capítulo 1).
Fisiologia (physiology): Estudo das funções e processos dos organismos vivos (ver capítulo 1).
Pólo (pole): Nome dado aos terminais de uma bateria ou fonte de energia de corrente contínua. Podem ser pólos positivos ou negativos.
Íons positivos (positive ions): Íons que possuem carga elétrica positiva, ou seja, deficiência de elétrons.
Enrolamento primário (primary winding / side [de um transformador]): Lado ou enrolamento de um transformador conectado à fonte de tensão, como um gerador de corrente alternada (ver capítulo 8).
Psicologia (psychology): Estudo dos processos mentais e/ou emocionais de um ser humano ou de outro animal (ver capítulo 1).
Pulso (pulse): Sinal — geralmente de corrente contínua (DC) — em que a corrente é inicialmente permitida fluir e, em seguida, é interrompida. Pode ocorrer como um único pulso ou de forma repetida (ver capítulo 10).
Corrente contínua pulsada (pulsed DC): Sinal de corrente contínua em que a corrente é interrompida periodicamente (ver capítulo 2).
R: Abreviação de resistência (ver capítulo 2).
Retificador (rectifier): Dispositivo elétrico ou eletrônico que converte corrente alternada (AC) em corrente contínua (DC), ou em corrente contínua pulsada (ver capítulo 8).
Reto (rectum): Parte final do sistema de eliminação de resíduos do corpo. É um tubo com aproximadamente 15 centímetros de comprimento, através do qual o material fecal é expelido (ver capítulo 9).
Resistência (resistance): Propriedade de um material que restringe a quantidade de corrente que pode passar por ele para uma dada voltagem (ver capítulo 2).
Enrolamento secundário (secondary winding / side [de um transformador]): Lado ou enrolamento de um transformador conectado à carga, como uma resistência, lâmpada ou motor (ver capítulo 8).
Nervo sensorial (sensory nerve): Nervos que percebem dor, toque leve, pressão, calor, frio e posição corporal (ver capítulo 9).
Curto (short): Outro nome para curto-circuito (ver capítulo 7).
Curto-circuito (short circuit): Condição em que ocorre uma baixa resistência acidental entre o fio de energia e o fio de retorno ou terra (ver capítulo 7). Geralmente resulta em correntes excessivamente altas, capazes de queimar fusíveis ou acionar disjuntores.
Limite de sinal (signal threshold): Quantidade mínima de estímulo — pressão, calor, dor, eletricidade ou sinal químico — que uma célula nervosa precisa para enviar um impulso ao longo de seu comprimento (ver capítulo 9).
Célula da pele (skin cell): Células que compõem a derme ou epiderme da pele humana (ver capítulo 9).
Eletricidade estática (static electricity): Forma de eletricidade associada ao acúmulo ou deficiência de elétrons e cargas positivas (ver capítulo 5).
Transformador redutor (stepdown transformer): Transformador em que a tensão secundária é menor que a tensão primária (ver capítulo 8).
Transformador elevador (stepup transformer): Transformador em que a tensão secundária é maior que a tensão primária (ver capítulo 8).
Sinapse (synapse): Espaço existente entre duas células nervosas conectadas. É uma parte essencial do funcionamento do sistema nervoso. A transmissão de sinais nervosos através da sinapse ocorre por meios químicos (ver capítulo 9).
Unidades TENS (TENS Units): Dispositivo eletrônico usado como Estimulador Neural Epidérmico Transcutâneo (Trans Epidermal Neural Stimulator). Serve para enviar correntes elétricas através da epiderme, estimulando os nervos sensoriais da pele (ver capítulo 14).
Terminal: Um dos pontos de conexão de uma bateria, gerador ou outro dispositivo elétrico.
Tétano (tetany): Condição na qual os músculos se contraem fortemente e não conseguem relaxar espontaneamente.
Tomada de três pinos (three prong plug/outlet): Padrão moderno de tomada residencial que inclui condutores para o fio “quente”, o fio neutro e o fio terra (ver capítulo 7).
Estimulador Neural Epidérmico Transcutâneo (TENS): Dispositivo eletrônico que envia correntes elétricas pela epiderme, com o objetivo de estimular os nervos sensoriais da pele (ver capítulo 4).
Transformador (transformer): Dispositivo eletromagnético usado com corrente alternada (AC), capaz de modificar a tensão entre o lado primário e o secundário (ver capítulo 8).
Relação de transformação (transformer ratio): Relação entre a tensão secundária e a primária — ou entre a corrente primária e a corrente secundária — de um transformador (ver capítulo 8).
Acionamento de disjuntor (tripping a circuit breaker): Quando um certo nível de corrente passa por um disjuntor, o mecanismo interno se abre, interrompendo o fluxo de eletricidade (ver capítulo 7).
Uretra (urethra): Canal localizado no pênis ou entre os lábios vaginais, que permite a eliminação da urina da bexiga para fora do corpo (ver capítulo 9). No uso casual em inglês, pode ser chamado de pee hole ou pisshole. Nos homens, a uretra também transporta o esperma dos testículos para fora do corpo.
Vagina: Canal interno da anatomia feminina, parte (muitas vezes uma parte “deliciosa”, segundo o autor) do sistema reprodutivo (ver capítulo 9, pág. 69, fig. 27).
Gerador de Van de Graaff (Van DeGraff generator): Gerador de alta voltagem que cria eletricidade estática ao remover elétrons de uma correia em movimento mecânico.
Volt-ohm-miliamperímetro (volt-ohm-milliammeter): Instrumento multifuncional que combina as funções de voltímetro, amperímetro e ohmímetro (ver Apêndice 1).
Voltagem (voltage): Força mecânica com potencial para mover cargas elétricas (ver capítulo 2).
Gradiente de voltagem (voltage gradient): Diferenças de tensão elétrica observadas em pontos distintos de um campo elétrico. Esses gradientes geralmente não são lineares (ver capítulo 2).
Voltímetro (voltmeter): Instrumento que mede a voltagem (ver capítulo 2 e Apêndice 1).
Volt (volts): Unidade de tensão elétrica (ver capítulo 2).
VOM: Abreviação de volt-ohm-milliammeter (ver Apêndice 1).
Vulva: Conjunto dos órgãos genitais externos femininos, incluindo o monte de Vênus, clitóris, lábios maiores e menores e vagina. De forma coloquial, o autor acrescenta: “familiarly, the cunt or pussy.” — ou seja, “popularmente, a buceta ou xoxota.”
Agradecimentos Especiais
Meus sinceros agradecimentos, por sua ajuda na criação deste livro, vão para:
Beth C. Laserman Last Minute Chris Jay Wiseman Kai Harper Charles Moser, Ph.D., M.D.
E meu agradecimento mais especial vai para Agnes (também conhecida como Whiplash), por sua perícia, paciência e inúmeras contribuições para o Juice e para a cena BDSM em geral.
Os leitores devem estar cientes de que o jogo com eletricidade é uma atividade que envolve um risco inerente de ferimentos ou até de morte. Embora se acredite que seguir as orientações apresentadas neste livro reduza significativamente esse risco, o autor e a editora reforçam que qualquer pessoa que decida praticar eletricidade erótica o faz assumindo conscientemente esse risco, e deve aceitar responsabilidade pessoal por ele.
O autor e a editora empenharam-se em apresentar as informações mais completas e atualizadas disponíveis, incluindo a revisão deste livro por especialistas reconhecidos na área. Contudo, apesar de todos os esforços, o texto pode conter erros e/ou omissões.
Nem o autor, nem a editora, nem qualquer outra pessoa envolvida na criação ou venda deste livro assumem responsabilidade por quaisquer danos ou lesões resultantes do seu uso.
Até Que Você Tenha Lido Este Livro
Depois de ler e compreender este livro, você terá informação suficiente para tomar decisões conscientes e responsáveis sobre o uso erótico da eletricidade.
Mas até que possua esse conhecimento, aqui estão algumas regras básicas que devem mantê-lo longe de encrenca séria. Quando terminar o livro, volte a esta página e leia novamente.
Pense sobre as perguntas a seguir: Por que o jogo elétrico é mais seguro se eu seguir essas orientações? Essas orientações o tornam totalmente seguro? Eu consideraria quebrar alguma dessas regras — e, se sim, em que circunstâncias?
Por enquanto, siga o seguinte:
Nunca aplique eletricidade acima da cintura.
Nunca use eletricidade sobre pele lesionada ou ferida.
Nunca use eletricidade em piercings ou próximo a eles.
Nunca use eletricidade em pessoas que tenham, ou já tenham tido, problemas cardíacos, ou que possuam marcapasso.
Nunca use eletricidade em alguém que tenha sido vítima de tortura não consensual com eletricidade
Capítulo Um — Sobre Este Livro
O jogo com eletricidade está se tornando cada vez mais popular. Mesmo que brinquedos elétricos custem facilmente 200 dólares ou mais, há um número crescente de pessoas explorando o uso da eletricidade no erotismo. A simples ideia de uma submissa se contorcendo ao girar de um botão ou sob o estalo de uma varinha violeta é, de fato, bastante intrigante.
Uma das melhores qualidades do pessoal de S/M é o comprometimento com a segurança — tanto a própria quanto a de seus parceiros. Participamos de aulas e workshops sobre amarrações, chicotadas e outras práticas, tudo com o propósito de tornar nosso jogo mais seguro. Ainda assim, vejo muitos praticantes de eletricidade que não parecem ter consciência dos riscos desse tipo de brincadeira.
Sim, existem oficinas e pessoas dispostas a compartilhar conhecimento, mas há pouca ênfase em compreender os fundamentos físicos, fisiológicos e psicológicos necessários para brincar com segurança relativa. Eu comparo o estado atual do jogo elétrico ao de alguém que brinca com uma arma carregada, sem que ninguém lhe diga que pode matar ou ferir alguém ao puxar o gatilho.
Vamos encarar, sobrinhas e sobrinhos:
Jogo elétrico é jogo de limite, um edgeplay.
Com isso quero dizer que não compreender bem os princípios da eletricidade e do jogo elétrico pode causar ferimentos graves e até morte, e que os acidentes acontecem mais rápido do que a sua capacidade de reagir.
Avaliando o Risco
A grande pergunta na mente de todos que brincam com eletricidade — inclusive dos jogadores casuais ou menos treinados — é: “Isso é seguro?”
O que muitos buscam é uma resposta simples, “sim” ou “não”, ou algum número tranquilizador, como “há apenas 0,3% de chance de alguém morrer usando este brinquedo.” Pois bem, sinto informar: não existem respostas assim.
Grande parte do que as pessoas do BDSM fazem envolve riscos. Há sempre a possibilidade de ferimentos ou morte em qualquer coisa que façamos. Muitas vezes usamos objetos comuns de formas incomuns.
Uma unidade de TENS (Transdermal Electrical Neural Stimulator — Estimulador Neural Elétrico Transdérmico) foi originalmente desenvolvida para tratamento de dor crônica em pacientes médicos — não como um brinquedo sexual para uso com plugues anais ou vaginais. Nenhum fabricante de TENS em sã consciência aprovaria, muito menos garantiria, a segurança do uso que fazemos desses aparelhos. As especificações e resultados de testes se aplicam apenas ao uso médico original e quase nada têm a ver com a forma como realmente os utilizamos.
Os brinquedos que usamos para o jogo elétrico quase nunca foram projetados ou testados para uso recreativo. Quando os usamos dessa forma, estamos por conta própria.
Não existem dados científicos sólidos sobre os riscos desse tipo de prática — e ninguém estaria disposto a investir milhões de dólares para obtê-los. (Embora, devo admitir, eu adoraria participar de tal projeto — caso o financiamento, e alguns voluntários masoquistas simpáticos, aparecessem.)
O que temos são relatos anedóticos de pessoas do meio BDSM que compartilham suas experiências pessoais — e isso, pelo menos, ajuda um pouco. Por exemplo: sabemos que nem todo mundo que já tentou brincar com eletricidade de mamilo a mamilo morreu; logo, podemos concluir que o risco de morte nessa prática não é 100%. Mas também ouvimos outros relatos, incompletos, indicando que o risco não é zero.
Portanto, no que diz respeito a dados concretos ou avaliação real de risco, estamos por conta própria.
Há, porém, duas coisas a nosso favor:
A disposição de compartilhar informações sobre nossas práticas;
A vontade de aprender, treinar, compreender e aprimorar nossas habilidades.
Ambas vêm da nossa busca por segurança. Queremos aproveitar nossas brincadeiras e proteger nossos parceiros, e queremos fazê-lo mais de uma vez. Por isso frequentamos reuniões, workshops e demonstrações, e vamos a eventos para observar outros praticantes — e repetimos isso quantas vezes for preciso.
Nosso comprometimento com a segurança é absoluto.
Quanto mais entendemos sobre nossas práticas, melhores jogadores nos tornamos — e mais seguros também. E é exatamente sobre isso que trata este livro.
Este livro — ou todas as informações que você acumulou em oficinas, ou toda sua experiência em jogos elétricos — garantirá que você nunca se machuque? Infelizmente, não. Não há garantias. O que você terá, porém, é uma base de conhecimento sólida que ajudará a tomar decisões informadas sobre o uso erótico da eletricidade.
Quanto mais você compreender o funcionamento do jogo elétrico, melhor preparado estará para avaliar as situações — as suas e as de seus parceiros. Será preciso desenvolver um senso das mecânicas de uma cena elétrica. E, se algo der errado, essa compreensão aumentará suas chances de se recuperar.
Esse entendimento mais profundo — esse compromisso com a segurança — ampliará o prazer e a confiança que você e seu parceiro poderão desfrutar durante a prática.
Um Episódio Curioso no Caminho de Escrever Este Livro
Como autor formado em engenharia elétrica, e também como um Dominante masculino kinky que brinca com eletricidade, eu originalmente pensei que escrever este livro seria fácil como um bolo. Que engano.
Meu primeiro rascunho passou por cima da cabeça de muitos leitores, e vários deles se perguntaram por que precisariam aprender o tipo de conteúdo técnico que considerei essencial incluir.
Acho que esse é o dilema enfrentado por muitos especialistas quando tentam escrever para um público amplo, mas motivado. Afinal, nem todos têm formação em engenharia elétrica ou fisiologia. O que me parece simples pode não ser tão fácil de compreender para outros. Ainda assim, não quero falar com condescendência. Quero que você entenda o que está acontecendo, mas sem sentir que alguém está zombando da sua inteligência.
Meu desafio é escrever com uma combinação de leveza e seriedade, para que você se sinta motivado — e talvez até divertido — enquanto aprende.
Ao contrário de muitos outros tipos de jogo BDSM, a eletricidade tem o potencial de matar. Não é um estilo de jogo indicado para quem ainda não tem bastante experiência prática em outros tipos de brincadeira.
Quem Deve ou Não Deve Brincar com Eletricidade?
Por causa da natureza extrema do jogo elétrico — e especialmente pela ausência de sinais claros de perigo antes que uma lesão ou até a morte possam ocorrer — devo afirmar que:
o jogo elétrico é para praticantes experientes. Não é indicado para iniciantes ou novatos.
Se você ainda está aprendendo coisas como negociação e palavras de segurança, ou se nunca usou um paddle em alguém antes, então esse tipo de prática definitivamente não é para você.
Se você é novo na cena, bem-vindo — mas ainda está aprendendo o básico. Você ainda precisa compreender a psicologia fundamental do jogo com outra pessoa: observar respostas corporais, entender as suas próprias reações (se for submisso), e aprender habilidades físicas que envolvem controle e responsabilidade, como amarração ou chicote.
Aqui, recomendo de coração que leia alguns dos livros e participe de alguns dos grupos e clubes mencionados no Guia de Recursos no final deste livro. Assim, você poderá se tornar um jogador iniciante de verdade.
Ser um jogador novato é como ser um motorista recém-habilitado: você terminou a autoescola, passou no teste, mas ainda não tem tempo de estrada. Pode fazer tudo certo e seguro, mas sua mente ainda não tem os reflexos e instintos que vêm com a experiência.
Quando você já desenvolveu confiança e hábitos de segurança automáticos, e consegue se concentrar na viagem em si — reagindo de forma intuitiva às situações que exigem atenção ativa —, então está pronto para se considerar mais do que um iniciante.
Tenho receio de precisar excluir as “cenas virtuais” (cyber-scenes) como critério para alguém se considerar experiente — ou mesmo novato — em jogo elétrico. Isso porque esse tipo de prática exige responsabilidade real de ambas as partes (Top e bottom), e um entendimento genuíno das mecânicas físicas e detalhes corporais do jogo.
Portanto, é essencial adquirir experiência no mundo real, em proximidade física e íntima, cara a cara — e não através de um computador. É isso que o autor chama de “hands-on play” — prática direta e presencial.
Mesmo que você já tenha alguma experiência prática, é importante buscar ainda mais. Uma forma de saber se está pronto para qualquer tipo de jogo de risco — e especialmente para o jogo elétrico — é se perguntar:
“Já alcancei habilidade suficiente em práticas como amarração ou flagelação a ponto de estar constantemente ciente do meu parceiro e de suas reações? Consigo perceber meus deslizes, corrigi-los e ainda assim manter uma cena prazerosa e fluida sem ficar preso aos detalhes minuciosos?” Quero que você reflita com sinceridade se realmente já deixou de ser um jogador novato antes de começar a brincar com eletricidade.”
Fazendo Connie Relaxar
Antes de ela se mudar para a Nova Inglaterra, eu costumava fazer brincadeiras elétricas com uma transexual chamada Connie e sua amante transexual, Becky.
Connie adorava meu relaxicisor. Becky e eu amarrávamos o rosto dela em uma mesa de bondage com a bunda nua exposta. Eu colocava os eletrodos na parte externa de suas nádegas, na frente de cada uma de suas coxas e um eletrodo encostado em seu pênis. Eu usava água comum para garantir um bom contato elétrico com os eletrodos.
Com quatro canais no meu relaxicisor e reconfigurando os eletrodos, eu podia criar muitos caminhos de estimulação deliciosos.
Durante nossas negociações iniciais, eu fiz uma extensa investigação sobre o estado do coração dela, então eu sabia que sua saúde era boa.
Durante nossa cena, eu operava o relaxicisor e Becky “operava” os chicotes e os açoites. Becky e eu coordenávamos nosso tempo para levar Connie cada vez mais fundo em sua experiência
Por exemplo, Becky chicoteava levemente a bunda de Connie para avermelhar levemente a pele e torná-la mais sensível. Visto que eu só tinha controle de intensidade em cada um dos Para relaxar os canais, eu começaria com cada um em zero. Então, eu aumentaria lentamente a intensidade em um canal até que Connie percebesse e gemesse com a estimulação. Então, eu diminuiria a intensidade e, após um breve intervalo, aumentaria um pouco além desse limite. Novamente, eu observaria as novas reações de Connie. Dessa forma, eu determinava o melhor intervalo para cada canal.
Connie estaria gerando suas próprias endorfinas durante todo esse tempo, e nós ajustaríamos nossa brincadeira com base nas reações dela.
Becky às vezes aplicava chicotadas, aumentando gradualmente a intensidade. Quando Becky terminava uma série de chicotadas, eu atingia um dos canais no máximo do intervalo. Connie se contorcia, gritava, ria e gostava. Então, diminuíamos a intensidade das chicotadas para que ela se recuperasse
Às vezes, eu aumentava gradualmente a intensidade, ligando e desligando, em um ou mais canais, excitando assim a Connie, e a Becky finalizava a série com algumas chicotadas fortes na bunda da Connie.
Brincávamos assim sempre que podíamos. Sinto falta das duas agora que se mudaram. Espero vê-las novamente algum dia. Essas foram algumas das cenas mais divertidas que já fiz
O que este livro fará — e o que não fará
Vamos começar pelo que eu não vou fazer neste livro:
Como já disse, não vou tentar transformá-lo em engenheiro elétrico ou fisiologista. Você não precisa estudar tudo sobre esses assuntos — apenas conhecer alguns conceitos básicos, porém essenciais, de cada um. Depois que aprender isso, por favor, não espere ser capaz de consertar sua TV, refazer a fiação da casa ou realizar uma cirurgia cerebral. Combinado? Combinado.
Seguindo essa linha, não vou bombardear você com fórmulas e cálculos complexos. Você precisará entender os conceitos simples, mas para compreender o jogo elétrico básico, matemática avançada não é necessária. Nas poucas ocasiões em que resultados numéricos forem mencionados, explicarei sem precisar das contas.
Este livro não é uma enciclopédia de todas as técnicas e dispositivos já usados, em uso ou que serão usados em jogos elétricos. Ele é mais como um manual introdutório — algo que oferece uma compreensão fundamental do que está acontecendo quando você brinca com alguém e seu brinquedo elétrico favorito.
Este livro não é um guia passo a passo. A segurança no jogo elétrico depende da sua compreensão, e não de quão bem você memoriza uma lista como “os dez passos da segurança elétrica”.
Agora, o que eu quero fazer com este livro é o seguinte:
Se você ainda não entendeu a ideia central que venho reforçando, deixe-me esclarecer: quero que você entenda o que realmente está acontecendo quando pratica o jogo elétrico.
Essa compreensão básica vem da análise de três pontos principais — o que chamo dos “3 Ps”: Física, Fisiologia e Psicologia.
Também apresentarei descrições de alguns brinquedos elétricos básicos e técnicas de uso, como forma de ilustrar a abordagem de entendimento que o livro propõe.
Acima de tudo, vamos nos divertir enquanto aprendemos. Pronto?
Ah! Uma Palavra Sobre Morte e Ferimentos Neste Livro
Você notará que há muitas menções à morte e a ferimentos ao longo deste livro. No mundo do BDSM, dentro do jogo elétrico, quase nunca ouvimos falar de mortes, e raramente de ferimentos. Isso se deve, em grande parte, ao nosso comprometimento com a prática segura.
No entanto, deixe-me contar uma pequena história para explicar por que toco tanto nesses assuntos.
Quando eu estudava mergulho autônomo, tive um instrutor extremamente atento à segurança. A segunda frase que saiu da boca dele, logo após o “olá”, foi:
“Este é um esporte em que, se você prender a respiração debaixo d’água e subir 45 centímetros sem expirar, pode morrer.”
Ele repetiu esse aviso muitas e muitas vezes durante o curso — e realmente nos ensinou o porquê disso. Essa advertência incutiu em nós um temor sagrado. Ficamos motivados! Ouvimos cada palavra dele como se fosse uma revelação divina. E era exatamente isso que era necessário. Aprendemos — e aprendemos bem.
Da mesma forma, querido leitor, menciono tanto morte e ferimentos neste livro para que você permaneça motivado e atento. Essas coisas podem acontecer — e, neste livro, explicarei por que.
Tenho plena confiança de que a imensa maioria de vocês pratica de forma segura, e está aqui com o propósito de aprender e compreender o jogo elétrico justamente para garantir essa segurança.
Compreender significa assimilar bem os conceitos fundamentais, o suficiente para que você consiga resolver problemas por conta própria, em vez de depender de fórmulas.