Glossário Descritivo

Glossário descritivo com termos essenciais do universo BDSM, oferecendo definições claras e contextualizadas para praticantes e curiosos.

Abaixo vai uma lista contextualizada de diversos fetiches, levando em conta descrições um pouco detalhadas e formas com que a prática pode ser utilizada além de habituais fontes de prazer nessas práticas.

Lembrem-se que não são rótulos limitantes ou determinantes, apenas pontos de partida para auto identificação e a partir desse interesse poder ampliar a pesquisa e ter contato com outras formas distintas de visões a respeito e também poder formar seus próprios entendimentos e formas de praticar e vivenciar essas práticas.


1. Spanking

Definição: Spanking é a prática de bater nas nádegas (ou em outras partes seguras do corpo) de maneira erótica e consensual, utilizando a mão ou instrumentos como palmatórias, cintos, ou chicotes leves.
Contexto: Em Different Loving e The Adult Spanking and Discipline Handbook, spanking é descrito como uma forma de prazer misturado à dor, que evoca sentimentos de intimidade, poder e entrega. Pode ser empregado em contextos de punição, prazer sensorial ou reforço de papéis dentro de uma dinâmica de dominação e submissão.
Aspectos psicológicos: o som, o calor e a sensação de impacto geram uma resposta emocional e corporal intensa — para alguns, catarse; para outros, erotismo. Wiseman (SM101) observa que o spanking pode ser um “gateway” para outras formas de D/s (Dominance and submission) pela sua versatilidade e baixo risco físico.

2. Podolatria

Definição: Podolatria, ou foot fetishism, é a adoração ou excitação erótica provocada pelos pés.
Contexto: Em Enough to Make You Blush, Princess Kali dedica um capítulo ao tema (“This Little Piggy Went to Market”), descrevendo-o como uma forma de adoração sensorial e simbólica, que pode variar entre o toque, o cheiro, o gosto, o ato de lamber ou massagear os pés, ou ainda o uso de sapatos e meias como fetiches associados.
Dinâmica de poder: muitas vezes aparece em cenas de humilhação suave, onde o submisso demonstra devoção ao dominante, mas também pode ser um fetiche isolado, sem elementos hierárquicos.

3. Petplay

Definição: Petplay é um tipo de roleplay no qual uma pessoa assume o papel de um animal (como cão, gato, cavalo, raposa) e o parceiro adota o papel de cuidador, dono ou treinador.
Contexto: Segundo The Many Shades of BDSM e Playing Well with Others, o petplay envolve tanto elementos lúdicos e afetivos quanto disciplinares. O foco pode estar na relação de cuidado, posse e obediência, na sensualidade dos gestos e sons do animal, ou na liberdade de expressar instintos sem julgamento.
Aspecto emocional: muitas pessoas descrevem o petplay como libertador, permitindo “desligar” o racional e agir de maneira intuitiva. Pode incluir acessórios como coleiras, caudas plug, orelhas, tigelas, ou treinos comportamentais.

4. Waxplay

Definição: Waxplay, ou jogo com vela, consiste em derramar cera quente sobre o corpo do parceiro de forma controlada e erótica.
Contexto: Descrito em SM101 e Screw the Roses, Send Me the Thorns, o waxplay é uma forma de sensation play — exploração controlada de estímulos físicos intensos. A temperatura e o contraste térmico ativam receptores de dor e prazer, provocando respostas corporais profundas.
Cuidados: o tipo de vela, a distância e o local da aplicação são fundamentais; velas comuns (com parafina e corantes) podem causar queimaduras graves. Recomendam-se velas de baixa fusão, como as de soja ou específicas para BDSM.

5. Iceplay

Definição: Iceplay é o uso de gelo sobre a pele, mucosas ou genitais para provocar reações térmicas intensas e contrastes sensoriais.
Contexto: Em SM101, Wiseman o inclui na categoria de “hot/cold play”, ressaltando que a alternância entre calor e frio cria um choque erótico no sistema nervoso, intensificando a percepção corporal.
Variedades: pode ser usado como forma de provocação, tortura leve ou prazer sensorial. Em combinações com waxplay, cria o contraste de temperaturas como metáfora simbólica entre castigo e recompensa.

6. Primal Play

Definição: Primal play é um tipo de interação baseada em instintos e impulsos animais, focada no poder bruto, luta, perseguição e respostas corporais espontâneas.
Contexto: Segundo Different Loving e The New Bottoming Book, o primal se afasta da estrutura formal de “mestre e submisso”, e aproxima-se de uma dinâmica instintiva e caótica, onde os papéis fluem naturalmente.
Sensação: envolve rosnar, morder, lutar, dominar fisicamente ou submeter-se, com forte componente emocional. Para muitos, é um retorno à autenticidade do desejo, sem máscaras sociais.

7. Rapeplay

Definição: Rapeplay (ou consensual non-consent) é um tipo de jogo erótico que simula uma situação de coerção sexual, sempre negociada e consensual previamente.
Contexto: Conforme Different Loving e The New Topping Book, trata-se de uma das práticas mais complexas e delicadas do BDSM, porque lida com temas de poder e trauma. A excitação vem da fantasia de perda de controle, não da violência real.
Regras éticas: exige consentimento explícito, safewords ou pós-negociação detalhada, e nunca deve ser praticado sem profundo nível de confiança e aftercare psicológico.

8. Roleplay

Definição: Roleplay é a encenação de papéis eróticos ou fantasias específicas — professor/aluno, médico/paciente, patrão/empregada, etc.
Contexto: The Many Shades of BDSM dedica um capítulo ao roleplay, destacando-o como uma forma de exploração imaginativa do poder e da vulnerabilidade. Os papéis permitem libertar desejos reprimidos e criar novas identidades dentro de um espaço seguro.
Importância: como enfatiza SM101, roleplay exige clareza de limites e comunicação para manter o jogo dentro da fantasia, evitando confusões emocionais.

9. Chuvas

Definição: No contexto erótico, “chuvas” refere-se a práticas relacionadas a líquidos corporais — geralmente urina (golden showers) ou, em variantes mais extremas, fezes (brown showers).
Contexto: Em Different Loving (cap. “Golden Showers”) e Enough to Make You Blush (“Things That Make You Go Ewww”), o prazer pode estar no tabu, na humilhação, no simbolismo de sujeira e entrega.
Risco e ética: como todo bodily fluid play, exige precauções higiênicas, consentimento e limites claros.

10. Needleplay

Definição: Needleplay é o uso de agulhas estéreis sobre a pele, com fins estéticos, rituais ou sensoriais.
Contexto: Em SM101 e The Lesbian S/M Safety Manual, o needleplay é descrito como uma prática de precisão e controle, frequentemente associada ao medicalplay ou ao bloodplay.
Aspecto simbólico: o ato de perfurar pode representar entrega, confiança ou transcendência, e muitas vezes é usado artisticamente para criar padrões sobre a pele.


11. Bloodplay

Definição: Bloodplay envolve o uso intencional e controlado de sangue em contextos eróticos ou simbólicos. Pode incluir cortes superficiais, coleta de sangue com agulhas ou o simples contato com o fluido.
Contexto: Em SM101 e The New Topping Book, o bloodplay é visto como uma prática de intensidade emocional e espiritual, que pode simbolizar vínculo, sacrifício, poder ou transcendência.
Aspectos éticos e de segurança: exige esterilização, técnica e consentimento informado, pois há risco de infecção. Frequentemente é acompanhado por rituais e forte intimidade, reforçando laços profundos entre os parceiros.

12. Fireplay

Definição: Fireplay é o uso controlado de fogo sobre o corpo, geralmente por meio de tochas, bastões embebidos em álcool ou chama indireta.
Contexto: Em Screw the Roses, Send Me the Thorns, o fireplay é apresentado como um ritual de confiança e fascínio primal: a chama estimula os sentidos e simboliza o domínio sobre o perigo.
Cuidados: requer técnica e prática rigorosa — o controle da chama e a preparação da pele (sem óleos, cremes ou tecidos inflamáveis) são essenciais. Para alguns, é tanto uma expressão estética quanto um ato de poder e coragem.

13. Fisting

Definição: Inserção da mão (ou parte dela) na vagina ou ânus do parceiro, de forma cuidadosa e consensual.
Contexto: Em Different Loving e The New Bottoming Book, o fisting é visto como uma prática de profunda entrega, intimidade e confiança física.
Aspectos técnicos: requer relaxamento, lubrificação abundante e experiência progressiva. A excitação deriva tanto da sensação física quanto da vulnerabilidade e da conexão emocional.

14. Orgasmo Forçado

Definição: O forced orgasm é uma prática em que o dominante leva o submisso ao orgasmo repetidamente — ou contra sua vontade momentânea — através de estimulação contínua.
Contexto: Enough to Make You Blush descreve essa prática como um jogo de domínio sobre o prazer, onde o controle do corpo do outro é o foco.
Aspecto psicológico: o prazer se mistura à frustração, à rendição e à exaustão, criando uma sensação de perda de controle total — frequentemente associada a power exchange intenso.

15. Negação de Orgasmo

Definição: Conhecido como orgasm denial ou edging, é o controle do clímax sexual, impedindo que o submisso alcance o orgasmo por ordens do dominante.
Contexto: Em The New Bottoming Book, é descrito como uma forma de tortura erótica e condicionamento. Pode aumentar a intensidade do prazer, reforçar o poder do dominante e estimular estados de sublimação e obediência.
Simbolismo: representa controle, paciência e devoção — o prazer é concedido como uma recompensa.

16. Humilhação / Degradação

Definição: Envolve o uso de palavras, gestos ou situações que diminuem simbolicamente o submisso, dentro de um contexto consensual e seguro.
Contexto: Enough to Make You Blush é referência central sobre o tema: Princess Kali distingue entre humilhação emocional (psicológica) e degradação simbólica (erótica), ressaltando que a chave está na intenção e no consentimento.
Função: a humilhação pode servir à catarse, à entrega emocional ou à reafirmação de papéis. É uma prática que exige maturidade, empatia e aftercare cuidadoso.

17. Feminização

Definição: É o ato de vestir, tratar ou transformar uma pessoa — normalmente um homem — de modo a assumir características femininas.
Contexto: Different Loving e Playing Well with Others descrevem a feminização como um fetiche multifacetado: pode ser uma exploração de gênero, uma forma de humilhação consensual ou uma libertação estética e identitária.
Variedade: vai desde o uso de roupas femininas até performances completas (maquiagem, postura, nome). Pode ou não envolver erotismo.

18. Face-sitting

Definição: Ato em que uma pessoa senta sobre o rosto da outra, geralmente como forma de prazer oral ou dominação simbólica.
Contexto: Different Loving descreve o face-sitting como uma forma de poder corporal direto e erotismo de controle respiratório leve.
Segurança: deve haver comunicação clara e sinais pré-estabelecidos, especialmente se houver restrição de ar.

19. Tickling

Definição: Jogo de cócegas usado de forma erótica, de dominação ou tortura sensorial.
Contexto: Em The Many Shades of BDSM, o tickling é incluído entre os light sensation plays, com foco no riso, desconforto e perda de controle.
Aspecto psicológico: pode despertar vulnerabilidade e submissão, ou ser usado como punição divertida (funishment).

20. Waterbondage

Definição: Combinação de bondage (imobilização) e estímulos com água, como imersão, duchas, mangueiras ou banhos gelados.
Contexto: Em SM101, é citado como uma das variações de “environmental play”, onde o elemento água adiciona tensão e vulnerabilidade física.
Cuidados: risco de afogamento ou hipotermia exige vigilância constante, prática segura e uso apenas com confiança mútua elevada.

21. Shibari

Definição: Forma estética e ritualizada de bondage japonês, também conhecida como kinbaku.
Contexto: Different Loving e Ties That Bind destacam o shibari como arte que une estética, erotismo e meditação. As cordas não apenas restringem o corpo, mas também expressam beleza, conexão e fluxo energético.
Significado: para muitos, é um ato espiritual, não apenas físico; o rigger (quem amarra) conduz o ritmo e o estado emocional do submisso.

22. Ageplay

Definição: Jogo de papéis em que um ou mais participantes assumem idades diferentes da real, como “babygirl”, “daddy”, “little”, “mommy”, “boy”.
Contexto: Em Different Loving, o ageplay é descrito como um reencontro com aspectos de cuidado, segurança e inocência, nem sempre sexual. Pode incluir elementos de regressão emocional e de afeto parental.
Ética: não se confunde com pedofilia; é uma fantasia adulta, vivida entre consententes.

23. Trampling

Definição: Ato de pisar ou caminhar sobre o corpo do parceiro, geralmente o submisso, com pés descalços ou calçados.
Contexto: Em The Many Shades of BDSM, o trampling é associado a adoração, humilhação e dor controlada.
Cuidados: deve-se evitar áreas vitais (como abdômen e peito) e usar equilíbrio e controle do peso.

24. Self-bondage

Definição: Prática em que a pessoa se amarra ou restringe a si mesma para fins eróticos.
Contexto: SM101 adverte que o self-bondage é potencialmente perigoso, pois o praticante pode ficar incapaz de se libertar.
Motivações: isolamento, autoexploração do poder e entrega, ou prazer sensorial em sentir-se preso — sem a presença de um dominante.

25. Privação dos Sentidos

Definição: Envolve restringir um ou mais sentidos — visão, audição, tato — por meio de vendas, fones ou amarras.
Contexto: Em The New Bottoming Book, é um dos jogos mais poderosos de confiança e rendição, pois retira do submisso a percepção do ambiente, intensificando os outros sentidos e emoções.
Aspecto emocional: promove entrega total e foco no toque, na voz e na respiração do dominante.


26. Eletroestimulação

Definição: Uso de impulsos elétricos de baixa voltagem sobre o corpo para provocar sensações prazerosas, dor controlada ou estimulação erótica.
Contexto: Em SM101 e The Many Shades of BDSM, a eletroestimulação (ou electroplay) é descrita como um jogo de sensações que mistura dor, prazer e curiosidade científica.
Equipamentos: os mais comuns são TENS units (equipamentos médicos de estimulação muscular) e dispositivos específicos de BDSM, com intensidades ajustáveis.
Simbolismo: combina tecnologia, controle e erotismo — sendo particularmente popular entre praticantes de fetichismo médico.

27. Medicalplay

Definição: Envolve a encenação de situações médicas ou clínicas — consultas, exames, cirurgias simuladas, injeções ou papéis de médico e paciente.
Contexto: Different Loving e SM101 identificam o medicalplay como uma das expressões mais antigas do erotismo disciplinar. O fetiche combina autoridade, vulnerabilidade e invasão controlada.
Variedade: pode ser usado para excitação física (com luvas, instrumentos, látex, agulhas) ou psicológica (papéis de poder e submissão).
Risco: deve ser sempre hesterilizado, higiênico e simbólico — sem procedimentos invasivos perigosos.

28. Castidade

Definição: Prática de restrição sexual, onde o submisso é impedido de se masturbar ou ter orgasmos, muitas vezes por meio de dispositivos de castidade.
Contexto: Em Enough to Make You Blush e The New Topping Book, a castidade é descrita como uma forma de controle prolongado, onde o dominante regula o prazer e a sexualidade do submisso.
Simbolismo: representa obediência, pureza e devoção — um tipo de renúncia voluntária ao próprio prazer.

29. CBT

Definição: Acrônimo de Cock and Ball Torture — envolve estímulos de dor, pressão ou impacto aplicados nos genitais masculinos.
Contexto: SM101 descreve o CBT como um tipo de pain play com alto risco se mal executado, mas profundamente erótico para quem tem fetiche por vulnerabilidade genital e entrega.
Cuidados: uso de técnica, comunicação e limite claro é essencial.

30. Pegging

Definição: Ato de penetração anal de um homem por uma mulher usando um strap-on (cinto com pênis acoplado).
Contexto: Em Different Loving, o pegging é abordado como uma prática de inversão simbólica de papéis, que pode ser tanto um jogo de poder quanto uma exploração prazerosa do prazer anal masculino.
Aspectos emocionais: pode provocar sentimentos de vulnerabilidade, submissão ou simplesmente prazer físico sem conotação hierárquica.

Bastante conhecido como inversão,  mas o termo é pejorativo pois não existe o correto para ser considerado “inversão”, e por isso o termo foi descartado.

31. Ballbusting

Definição: Prática de aplicar dor ou impacto diretamente nos testículos, por chutes, tapas, joelhadas ou apertos.
Contexto: Screw the Roses, Send Me the Thorns a descreve como uma forma de sadomasoquismo físico extremo, geralmente dentro de cenas de femdom (dominação feminina).
Simbolismo: envolve destruição simbólica da virilidade e prazer pela intensidade.

32. Mumificação

Definição: Envolve envolver completamente o corpo do parceiro com filme plástico, fita, bandagens ou tecido, restringindo movimento e visão.
Contexto: SM101 e Ties That Bind a categorizam como uma forma extrema de bondage sensorial, proporcionando imobilidade total e sensação de vulnerabilidade absoluta.
Aspectos psicológicos: evoca sensações de entrega e confinamento.
Cuidados: deve sempre permitir respiração segura e ter um plano de liberação rápida.

33. Fearplay

Definição: Prática que utiliza o medo como ferramenta erótica — pode envolver ameaças simbólicas, simulações de perigo ou exposição emocional intensa.
Contexto: Em The New Topping Book e Enough to Make You Blush, o fearplay é visto como uma forma de catarse emocional, permitindo explorar o terror em um ambiente controlado.
Importância: só deve ocorrer com confiança profunda, pois ativa respostas psicológicas intensas (adrenalina, pânico, excitação).

34. Bastinado

Definição: Técnica tradicional de punição que consiste em bater nas solas dos pés.
Contexto: The Adult Spanking and Discipline Handbook descreve o bastinado como uma forma de disciplina antiga e extremamente sensorial, onde a dor é aguda mas superficial, e o controle sobre o ritmo é essencial.
Aspecto simbólico: representa humilhação ritual e obediência total.

35. Ponyplay

Definição: Tipo de animal play em que o submisso encarna um cavalo, com arreios, rédeas e treinamentos específicos.
Contexto: Different Loving dedica um capítulo inteiro ao ponyplay, descrevendo-o como uma prática de orgulho, exibição e disciplina corporal e muitas vezes bondage, restrição e controle e estímulo sensorial.
Variedade: inclui apresentações, corridas, adestramento, e expressa sensualidade através do movimento.
Simbolismo: mistura erotismo, estética e hierarquia — o “animal” é valorizado pela obediência e beleza.


36. Foodplay (nota 5)

Definição: Uso de alimentos em contextos eróticos — espalhar, lamber, alimentar ou cobrir o corpo com comida.
Contexto: Playing Well with Others classifica o foodplay como sensual e tátil, estimulando sabor, textura e olfato.
Variedade: pode ser lúdico (chantilly, frutas, chocolate) ou fetichista (sujeira, degradação).

37. Gunplay (nota 4)

Definição: Uso simbólico ou realista de armas (geralmente descarregadas ou falsas) em cenas eróticas.
Contexto: The Many Shades of BDSM e SM101 tratam o gunplay como uma forma extrema de fearplay, onde a arma representa poder absoluto e vulnerabilidade.
Risco: requer maturidade emocional e segurança rigorosa; qualquer erro pode ser fatal.

38. Smoking

Definição: Fetiche que envolve excitação com o ato de fumar ou observar alguém fumando.
Contexto: Different Loving menciona o smoking fetishism como uma forma de erotização da atitude e do visual — o cigarro como símbolo de poder, mistério e sensualidade.
Expressão: pode ser estético (fotos, roleplay) ou olfativo (cheiro da fumaça), pode ser queimar na pele ou na lingua, quando usados dessa forma exige extremo cuidado e preparo,  se tornando uma prática bem perigosa (edgeplay)

39. Knifeplay

Definição: Uso de facas, lâminas ou objetos cortantes sobre a pele, sem causar ferimentos reais, para provocar medo, excitação e entrega.
Contexto: SM101 e The New Topping Book o descrevem como um jogo de confiança, adrenalina e precisão ritualística.
Sensação: a lâmina desperta o medo primal, mas o toque leve traz prazer e tensão erótica.
Cuidados: facas devem estar limpas, sem ponta cortante excessiva, e nunca devem cortar a pele sem preparo médico e consentimento absoluto.

40. Objetificação

Definição: Transformar o submisso em um objeto — física ou simbolicamente — para uso, exibição ou posse.
Contexto: Enough to Make You Blush e Different Loving descrevem a objetificação como uma forma de redução simbólica do ser à função, muitas vezes combinada com humilhação ou adoração.
Exemplo: o submisso pode ser uma mesa, uma decoração, ou uma “coisa” para o prazer do dominante.
Psicodinâmica: paradoxalmente, muitos encontram prazer em ser “coisificados” — uma forma de rendição total do ego.

41. Cutting

Definição: Envolve cortes superficiais na pele como parte do bloodplay ou de rituais simbólicos.
Contexto: Em SM101, é uma prática associada a marcação, identidade ou catarse emocional.
Atenção: requer técnica estéril, equipamentos adequados e aftercare emocional e físico cuidadoso.

42. Breathplay

Definição: Controle ou restrição parcial da respiração com fins eróticos. Pode incluir sufocamento leve, controle do ar ou pressão sobre o pescoço.
Contexto: The New Topping Book trata o breathplay como uma das práticas mais intensas e perigosas do BDSM, pois mexe com o instinto de sobrevivência.
Significado: simboliza poder absoluto — o domínio literal sobre a vida e o ar do parceiro.
Recomendações: nunca realizar sem técnica, sinal de segurança e confiança extrema, reforçando que é a prática mais perigosa e com diversos acidentes, sequelas temporarias ou permanentes e mortes. Edgeplay extremamente perigoso.


43. Cuckold / Hotwife

Definição: Fetiche no qual uma pessoa (geralmente o homem) sente excitação ao saber ou assistir seu parceiro tendo relações com outra pessoa.
Contexto: Em Different Loving, o cuckoldry é descrito como um jogo psicológico de possessão, perda e humilhação consentida. Já o termo hotwife se refere à parceira sexualmente livre, cuja liberdade é celebrada, não humilhada.
Dinâmicas: podem variar entre humilhação (tradicional) e orgulho (hotwife). Ambos exploram vulnerabilidade e confiança.

44. Branding (marcação com calor/frio)

Definição: Ato de marcar a pele permanentemente ou temporariamente através de calor (ferro quente) ou frio extremo (nitrogênio líquido).
Contexto: SM101 e Ties That Bind a descrevem como uma forma de rito simbólico de posse e pertencimento, inspirada em práticas tribais e religiosas.
Aspecto simbólico: representa o vínculo definitivo entre dominante e submisso, e muitas vezes é vivido como uma cerimônia.
Cuidados: deve ser feito por profissionais e com técnica segura — há risco de infecção e cicatrizes.

45. Dollification (transformar em boneca)

Definição: Prática onde uma pessoa é transformada em uma “boneca” — fisicamente (por roupas, maquiagem e posturas) ou mentalmente (por condicionamento e obediência).
Contexto: Em The Many Shades of BDSM, a dollification é vista como uma forma de objetificação estética e fantasia de controle total.
Simbolismo: o submisso se torna um objeto de perfeição ou beleza — às vezes associado à ideia de ser “desumanizado” de forma erótica e ritual.

46. Wrestling

Definição: Luta corporal erótica, onde o objetivo é subjugar o parceiro física ou simbolicamente.
Contexto: Different Loving associa o erotic wrestling a uma mistura de força, contato e domínio através da técnica e força física.
Aspecto emocional: promove liberação de adrenalina, contato intenso e entrega física, despertando prazer na luta e na rendição.

47. Furnitureplay

Definição: Envolve o uso do corpo de alguém como mobiliário — cadeira, mesa, suporte, tapete — para fins eróticos, artísticos ou de poder.
Contexto: Enough to Make You Blush descreve o furnitureplay como um subgênero da objetificação, onde o prazer vem da utilidade, imobilidade e disponibilidade total do submisso.
Simbolismo: reforça hierarquia e disciplina — o corpo como objeto de uso e função.

48. Human Pet (desumanização)

Definição: Variante mais intensa do petplay, centrada na desumanização e condicionamento comportamental.
Contexto: Playing Well with Others descreve o human pet como uma relação onde o submisso é tratado inteiramente como animal, sem fala, roupas ou autonomia, muitas vezes por longos períodos.
Aspecto emocional: evoca pureza, devoção e renúncia do ego — mas também pode explorar limites psicológicos profundos.

49. Abdução

Definição: Fantasia ou encenação que simula um sequestro ou rapto, dentro de um contexto erótico e consensual.
Contexto: The New Bottoming Book a classifica como fearplay temático, pois ativa medo, impotência e entrega total, mas em ambiente controlado.
Ética: exige safewords e preparação emocional intensa, pois pode tocar traumas reais.

50. Sonda uretral

Definição: Inserção de uma sonda (geralmente metálica ou de silicone) pela uretra, com finalidade erótica, médica ou ritualística.
Contexto: SM101 e The Lesbian S/M Safety Manual tratam o urethral play como prática altamente invasiva e de risco, que exige técnica médica, esterilização e extremo cuidado.
Sensação: mistura de dor, invasão e vulnerabilidade, com potencial simbólico de penetração e domínio absoluto.

51. Dacryphilia

Definição: Excitação sexual ou emocional provocada pelas lágrimas do parceiro — o prazer em fazê-lo chorar ou ver seu choro.
Contexto: Different Loving e Enough to Make You Blush descrevem a dacryphilia como um tipo de emoção erótica empática, em que dor, prazer e ternura se confundem.
Aspecto psicológico: para alguns dominantes, representa poder emocional; para submissos, purificação e rendição.

52. Worship

Definição: Ato de ser adorado física, emocional ou espiritualmente por um parceiro submisso — por meio de beijos, gestos, rituais ou devoção.
Contexto: The New Topping Book aborda o worship como uma forma de energia reverencial: o dominante encarna o papel de divindade ou ideal de beleza, enquanto o submisso oferece gratidão e adoração.
Simbolismo: expressa hierarquia, mas também reciprocidade energética e veneração simbólica.

53. Forced Play

Definição: Termo guarda-chuva para jogos que envolvem coerção simulada — pode incluir forced orgasm, forced exposure entre outros.
Contexto: Different Loving classifica o forced play como parte do gênero consensual non-consent (CNC), onde o prazer está em encenar a perda de autonomia sob segurança emocional real.
Essência: poder absoluto com confiança absoluta.

54. Sensation Play

Definição: Categoria ampla que abrange todas as práticas baseadas em estímulos físicos — calor, frio, dor, texturas, choques, toques, líquidos, etc.
Contexto: SM101 define o sensation play como o “laboratório do prazer”, onde se exploram os limites sensoriais do corpo sem necessidade de papéis rígidos de dominação.
Propósito: intensificar o autoconhecimento, a consciência corporal e o vínculo com o parceiro.

55. 1950’s Housewife

Definição: Fantasia de encenar o papel de uma dona de casa tradicional dos anos 1950, submissa e disciplinada.
Contexto: Enough to Make You Blush descreve essa estética como mistura de erotismo retrô e disciplina doméstica, evocando papéis de gênero rígidos e erotização do serviço e da obediência.
Símbolo: nostalgia de papéis definidos, com carga fetichista de submissão, não precisando necessariamente o top ser homem e o bottom mulher, mesmo assim reforçando e brincando com cargas de papéis definidos dos anos 50.

56. Abrasion Play

Definição: Estimulação erótica por fricção, raspagem ou irritação leve da pele.
Contexto: SM101 e The Lesbian S/M Safety Manual incluem o abrasion play como um tipo de pain play tátil, que foca na textura, não no corte.
Exemplos: uso de lixa fina, escovas, tecido áspero, ou atrito controlado.
Sensação: mistura de desconforto e prazer cutâneo.

57. Anal Play

Definição: Qualquer forma de estimulação anal — manual, oral ou com objetos.
Contexto: Different Loving trata o anal play como uma das formas mais universais de exploração erótica do tabu e vulnerabilidade.
Aspectos físicos: o ânus é rico em terminações nervosas, tornando-o sensível tanto à dor quanto ao prazer.
Cuidados: uso de lubrificantes, higiene e relaxamento são essenciais.

58. Anti-humilhação

Definição: Jogo que reforça o oposto da humilhação — valorização, exaltação e afirmação emocional do submisso durante ou após cenas intensas.
Contexto: The New Bottoming Book cita essa dinâmica como aftercare emocional positivo, equilibrando práticas degradantes com reforços de amor e respeito.
Função: reafirmar a dignidade e o valor do parceiro após entrega.

59. Auralismo

Definição: Fetiche pela voz, sons ou palavras eróticas — desde sussurros, gemidos até comandos verbais.
Contexto: Playing Well with Others descreve o auralism como parte do sensory fetishism, onde o som se torna o principal estímulo erótico.
Variedade: pode incluir dirty talk, ordens, sotaques, ritmo de fala e até sons de impacto, músicas e outros estímulos auditivos.


60. Breeding

Definição: Fantasia de gravidez ou de “semear” o parceiro com sêmen, frequentemente ligada à posse e fertilidade simbólica.
Contexto: Different Loving e The Ethical Slut tratam o breeding fetish como uma expressão de domínio biológico e erotização da reprodução, sem implicar intenção real de engravidar.
Simbolismo: entrega total e perpetuação do poder ou do desejo


61 – Body Writing (Escrita Corporal)

Definição: Desenhar ou escrever no corpo do bottom usando instrumentos seguros (canetas corporais, lápis labial, tintas não tóxicas).

Contexto: Pode ser erótico, ritualístico ou simbólico; usado para reforçar submissão, adoração ou para jogos de humilhação consensual.

Sensação: bottom sente-se exposta, marcada temporariamente, e emocionalmente conectada ao top . Estímulo visual e tátil.

Fonte: Screw the Roses, Send Me the Thorns (Miller & Devon), Different Loving (Brame et al.).


62 – Slutfication

Definição: Transformação consensual do submisso em um papel sexualmente promíscuo ou humilhante, verbal ou fisicamente.

Contexto: Frequentemente usado em erotic humiliation ou forced feminization; enfatiza degradação erótica e dinâmica de poder.

Sensação: bottom pode sentir vulnerabilidade, excitação, vergonha consensual; top exerce controle psicológico e físico.

Fonte: Enough to Make You Blush (Princess Kali), The Ethical Slut (Hardy & Easton).


63 – Mind Fuck

Definição: Manipulação psicológica consensual para confundir, desorientar ou testar limites do submisso durante a cena.

Contexto: Inclui ordens contraditórias, enigmas sexuais ou tensão emocional extrema; geralmente em power exchange intenso.

Sensação: Ansiedade excitante, confusão prazerosa, suspense; intensifica ligação emocional com dominante.

Fonte: Different Loving (Brame et al.), SM 101 (Wiseman).


64 – Break Me / Breake-Me

Definição: Cena intensa em que o bottom consente em ser “quebrado” metaforicamente — física, emocional e psicologicamente e ser Forçado fisicamente ou psicologicamente a certas atitudes, posiçõesou ações.

Contexto: Cenário de subjugação física e mental, sensação de fraqueza diante de alguém mais forte ou intenso, exige confiança absoluta e aftercare rigoroso.

Sensação: Vulnerabilidade máxima, mistura de dor, excitação e entrega completa.

Fonte: SM 101 (Wiseman), The New Bottoming Book (Easton & Hardy).


65 – Tamming

Definição: Jogo de “cabo de guerra” em que a parte bottom tem prazer em “implicar” e e provocar contextos de disciplina e correções lúdicas que nem sempre tem por objetivo uma correção de comportamento a longo prazo. Brat subverte regras e Tamer trabalha com essa corda bamba da disciplina



Contexto: jogo que lida com o contexto de subversões de regras e Funishment,  além de outras formas de correções e quebras consetindas de regras dentro de um acordado.

Sensação: Submisso sente disciplina, estrutura e sensação de ser “treinado”; dominante sente controle e cuidado.

Fonte: Discipline: Adding Rules (Lily Lloyd).


66 – Lactação

Definição: Uso sexual ou erótico do leite materno ou da estimulação mamária.

Contexto: Pode incluir ordenha, chupetação ou play erótico com foco na produção de leite; fetiche sensorial e de dominação.

Sensação: Excitação física e psicológica, intimidade, sensação de cuidado ou adoração.

Fonte: The Many Shades of BDSM (Dempsey).


67 – Ho Cow

Definição: Fetiche extremo envolvendo entrega como “vaca sexual” com foco muitas vezes em lactação e humilhação.

Contexto: Explora disciplina e controle, fetiche de alimentos e práticas de dominação erótica, medical play (ou veterinary se preferir rs), ordenha entre outros.

Sensação: Submisso sente degradação consensual, excitação intensa e entrega total; dominante sente prazer em controle extremo.

Fonte: Enough to Make You Blush (Princess Kali).


68 – Bukkake

Definição: Atividade sexual grupal consensual em que múltiplos ejaculam sobre a pessoa.

Contexto: Humilhação erótica, fetiche coletivo, sensação de “ser uma vadia” ou sensaçãode poder ou ritualístico devido a receber a “semente” de vários homens; sempre negociado e seguro.

Sensação: pessoa experimenta humilhação prazerosa, excitação intensa e sensação de quebra de tabus.

Fonte: The Ethical Slut (Hardy & Easton).


69 – Dupla Penetração

Definição: Penetração simultânea da pessoa por dois objetos ou parceiros (vaginal/anal ou brinquedos).

Contexto: Prática avançada, geralmente combinada com cenários de submissão, exposição, cockoldin, slutplay etc; exige consentimento claro, bastante praticado no meio liberal/swinguer.

Sensação: Intensa estimulação física, excitação simultânea, sensação de vulnerabilidade e entrega.

Fonte: Screw the Roses (Miller & Devon).


70 – Dirty Talk

Definição: Uso de linguagem sexual explícita, insultos ou comandos eróticos durante a cena.

Contexto: Pode intensificar submissão, humilhação ou excitação; útil em roleplay ou power exchange ou mesmo no sexo baunilha como quebra de tabus e rotina.

Sensação: Excitação verbal, submissão emocional, reforço de hierarquia e conexão íntima, leve sensaçãode quebra de tabus e dualidade entre leve humilhaçãoe excitação.

Fonte: The New Bottoming Book (Easton & Hardy).


71 – Chemical Play

Definição: Uso seguro de substâncias químicas para estimulação sensorial (óleos, lubrificantes aquecidos, sprays).

Contexto: Exploração sensorial e erótica; não se trata da utilização de drogas recreativas.

Sensação: Alteração de percepção sensorial, calor, formigamento, excitação e novidade tátil.

Fonte: SM 101 (Wiseman).


72 – Nipple Torture (Tortura de Mamilos)

Definição: Estimulação dolorosa ou intensa dos mamilos usando pinças, puxões ou impacto.

Contexto: Intensifica experiência de dor/ prazer; confiança entre parceiros.

Sensação: Dor moderada a intensa combinada com excitação, endorfina e sensação de vulnerabilidade.

Fonte: Screw the Roses (Miller & Devon).


73 – Funishment

Definição: Punição leve ou lúdica para reforçar disciplina sem trauma.

Contexto: Pode incluir spanking lúdico, ordens engraçadas ou tarefas embaraçosas; o objetivo não é exatamente a correção de um comportamento mas brincar de “corrigir” sabendo que o outro repetirá em algum momento.

Sensação: Jogo descontraído que brinca com regras, subversões delas e a sensação divertida de transitar entre elas.

Fonte: Discipline: Adding Rules (Lily Lloyd).


74 – Glory Hole

Definição: Abertura em parede ou divisória para contato sexual anônimo.

Contexto: Fetiche de anonimato, humilhação erótica ou voyeurismo.

Sensação: Excitação sexual, sensação de anonimato e exploração de fantasia de submissão ou voyeurismo.

Fonte: The Many Shades of BDSM (Dempsey).


75 – Pull Hair (Puxar Cabelo)

Definição: Técnica de controle que envolve agarrar e puxar cabelo do bottom.

Contexto: Usado durante sexo ou cenas BDSM para controle, dor ou excitação.

Sensação: Dor prazerosa, submissão física, reforço de hierarquia.

Fonte: The New Topping Book (Easton & Hardy).


76 – Military Play

Definição: Roleplay que simula disciplina militar, incluindo marchas, ordens, inspeções e interrogatórios.

Contexto: Cenário de power exchange intenso; pode envolver uniformes e punições físicas ou simbólicas.

Sensação: Submisso sente disciplina rígida e desafio; dominante sente poder e estrutura.

Fonte: Discipline: Adding Rules (Lily Lloyd).


78 – Pig

Definição: Fetiche de humilhação que compara submisso a um “porco”, explorando degradação física e sexual.

Contexto: Pode incluir fetiches de comida, sujeira ou submissão extrema; sempre consensual.

Sensação: Vergonha erótica, submissão total, prazer na humilhação.

Fonte: Enough to Make You Blush (Princess Kali).

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Conhecimento critico para praticas conscientes. Escrito por Lino Naderer e afins.

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